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  A Suprema Corte não está em lua de mel. Prova disto foi o Bate-Boca mostrado pela mídia Tv, entre  Gilmar Mendes(Presidente do STF) e o ministro Joaquim Barbosa. em plena sessão, ao vivo e em cores. Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ministro Joaquim Barbosa bateram-boca ontem à tarde no plenário do tribunal. Eles discutiam sobre uma ação que já havia sido julgada no Supremo em 2006, que não definia quem seriam os beneficiados pelo sistema de previdência do Estado do Paraná.                   
                   O nosso país necessíta de pessoas sérias com o passado limpo. E que realmente tenha compromisso com a justiça, transparência  responsabilidade, dignidade e honestidade; não quero fazer apologia as palavras do Ministro Joaquim Barbosa, direcionadas a Gilmar Mendes, mas, de uma coisa temos plena certeza; Joaquim Barbosa, foi muito feliz em suas ponderações . Já não basta a bagunça que é o congresso nacional, ou poderemos chamar de "Regresso Nacional" ou para ser mais objetivo, "Covil de Desonestos".
                         O absurdo de tudo isso é que a Suprema corte não tem corregedoria, nem tão pouco conselho de ética para analisar e questionar ações jurídicas e atítudes inrresponsáveis de um Ministro Presidente do STF como é este o caso. Mas ao mesmo tempo pergunto a mim mesmo;  e se existisse esse conselho de ética e corregedoria, seriam realmente sérios? eu particularmente na minha ótica não acredito. Evidência disto, foi o escândalo veiculado pela mídia com transmissão ao vivo pela tv justiça na sessão de ontem á tarde no STF.

VEJA O  VÍDEO EM QUE JOAQUIM BARBOSA DISCUTE COM GILMAR MENDES NA ÍNTEGRA.








A discussão começou assim: 
Gilmar Mendes - O tribunal pode aceitar ou rejeitar, mas não com o argumento de classe. Isso faz parte de impopulismo juficial.
Joaquim Barbosa - Mas a sua tese deveria ter sido exposta em pratos limpos. Nós deveríamos estar discutindo....
GM - Ela foi exposta em pratos limpos. Eu não sonego informação. Vossa Excelência me respeite. Foi apontada em pratos limpos.
JB - Não se discutiu claramente.
GM - Se discutiu claramente e eu trouxe razão. Talvez Vossa Excelência esteja faltando às sessões. [...] Tanto é que Vossa Excelência não tinha votado. Vossa Excelência faltou a sessão.
JB - Eu estava de licença, ministro.
GM - Vossa Excelência falta a sessão e depois vem...
JB - Eu estava de licença. Vossa Excelência não leu aí. Eu estava de licença do tribunal.
Aí a discussão foi encerrada. Foi retomada mais tarde com Mendes, na hora que proclamou o pedido de vista de Carlos Ayres Britto sobre outro caso debatido em plenário. Aí, a sessão esquenta e só é encerrada depois que o ministro Marco Aurélio Mello interfere na discussão.
GM – Portanto, após o voto do relator que rejeitava os embargos, pediu vista o ministro Carlos Britto. Eu só gostaria de lembrar em relação a esses embargos de declaração que esse julgamento iniciou-se em 17/03/2008 e os pressupostos todos foram explicitados, inclusive a fundamentação teórica. Não houve, portanto, sonegação de informação.
JB – Eu não falei em sonegação de informação, ministro Gilmar. O que eu disse: nós discutimos naquele caso anterior sem nos inteirarmos totalmente das conseqüências da decisão, quem seriam os beneficiários. E é um absurdo, eu acho um absurdo.
GM – Quem votou sabia exatamente que se trata de pessoas...
JB – Só que a lei, ela tinha duas categorias.
GM – Se vossa excelência julga por classe, esse é um argumento...
JB – Eu sou atento às conseqüências da minha decisão, das minhas decisões. Só isso.
GM – Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém.
JB – E nem vossa excelência. Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem condição alguma. Vossa excelência está destruindo a justiça desse país e vem agora dar lição de moral em mim? Saia a rua, ministro Gilmar. Saia a rua, faz o que eu faço.
GM – Eu estou na rua, ministro Joaquim.
JB – Vossa excelência não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso.
Ayres Britto – Ministro Joaquim, vamos ponderar.
JB – Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite.
GM – Ministro Joaquim, vossa excelência me respeite.
Marco Aurélio – Presidente, vamos encerrar a sessão?
JB – Digo a mesma coisa.
Marco Aurélio – Eu creio que a discussão está descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo.
JB – Também acho. Falei. Fiz uma intervenção normal, regular. Reação brutal, como sempre, veio de vossa excelência.
GM – Não. Vossa excelência disse que eu faltei aos fatos e não é verdade.
JB – Não disse, não disse isso.
GM – Vossa excelência sabe bem que não se faz aqui nenhum relatório distorcido.
JB – Não disse. O áudio está aí. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências da decisão e vossa excelência veio com a sua tradicional gentileza e lhaneza.
GM – Aaaaah, é Vossa Excelência que dá lição de lhaneza ao Tribunal. Está encerrada a sessão.

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